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RESENHA | Tragic Bonds - J. Bree: Livro 5 da série The Bonds That Tie

há 6 minutos
4 min de leitura
Tragic Bonds J. Bree | Capa de livro com jovem de perfil, escorpião e insetos no rosto, urso ao fundo; texto J. BREE Tragic Bonds, Livro cinco.
Classificação Indicativa: 18 anos ou mais

Sinopse: Nada nunca mais será como antes.

Nosso Grupo Vinculado foi despedaçado, e agora os monstros são a presa.

Mas não vamos esperar o inimigo atacar: jamais os perdoaremos pelo sangue que mancha suas mãos. A deusa dentro de mim exige vingança — e ela será paga com dor.

E com pelo menos mil almas.


Fomos levados ao limite, testados de formas brutais e irreversíveis. Pagamos o preço mais alto. Será que conseguiremos nos recuperar dessas perdas? Será que a promessa de um mundo sem o inimigo justifica os sacrifícios que fizemos?

Podemos provar a todos — e a nós mesmos — que nossos vínculos permanecem intactos?



Ficha técnica

Tradutor: Naiara Chiquetto

Idade de Leitura: 18 anos ou mais

Páginas: 331 p.

Idioma: Português


Ordem de leitura da série The Bonds That Tie



  1. Broken Bonds*

  2. Savage Bonds*

  3. Blood Bonds*

  4. Forced Bonds*

  5. Tragic Bonds*

  6. Unbroken Bonds

*Livros que já foram publicados no Brasil


O que esperar dessa série de livros?



  • Harém reverso

  • Romance de queima lenta (slow burn)

  • Mistério e reviravoltas (plot twist)

  • Tropes: companheiros predestinados, companheiros rejeitados, hate to lovers, age gap, family found.

  • Ambiente universitário

  • Pessoas com poderes

  • Série sobrenatural

  • Intrigas políticas

  • Leitura viciante.


RESENHA: Tragic Bonds - J. Bree


Essa postagem terá spoilers dos livros anteriores da série.


Tragic Bonds começa com um flashback de um North adolescente indo visitar seu irmãozinho após a morte do pai. É nesse momento que descobrimos o passado do Nox e o porquê dele ser tão contra a ideia de estar no grupo de vínculos da Oli. Relendo esse prólogo, me lembrei de como não gostei da forma que William foi retratado em Broken Ties. Nesse livro, William parece ser um tio amoroso que, mesmo com as diferenças com seu irmão, está tentando fazer o melhor para os seus sobrinhos. Para mim, não faz muito sentido a forma que a perda do William é retratada em Savage Bonds se ele era aquela pessoa de Broken Ties. Acho triste que J. Bree não desenvolveu muito as relações de fora do harém. Parece que eles só podem contar com os membros dos grupos de vínculos. Por isso, eu amava as partes que podíamos ver a irmã do Gryphon. Queria que a Kyrie aparecesse mais na série. Mesmo Sage, chegou uma hora que ela fica um pouco de lado. Essa é uma das críticas que eu tenho para a série. Mas eu não incluo a relação do Gryphon com o pai nessa crítica. Mesmo com os atritos entre eles, J. Bree desenvolve bem a relação, considerando que ele aparece poucas vezes nos livros. Só que eu queria ver mais dos laços positivos que Oli e seus vínculos têm fora do harém.


O início do livro é de partir o coração em relação ao North. Vemos ele lidar com as consequências da morte da Oli e do Nox. Ao longo da série vemos North cuidando de todos e, em Tragic Bonds, ele chega no limite. North está mal e precisa parar e relaxar um pouco, mas não pode, porque todos dependem dele: a comunidade, Oleander, os outros membros do grupo. Nem mesmo sobra tempo para lamentar a perda do irmão, já que as questões do conselho e da resistência continuam exigindo a atenção dele. Passamos 4 livros (5 se contar Broken Ties, que na linha temporal se passa antes e durante os acontecimentos do primeiro livro) com Nox destratando North. Tem horas que North deveria ter largado a mão do Nox. Era difícil entender de onde vinha todo o amor e devoção de North para o irmão. Só que, em conversas com a Oli e em outros momentos, Nox mostra que realmente se importa com o irmão. Aqui vemos que Nox valoriza e ama seu irmão a sua maneira. Mesmo que nos livros anteriores tenha ficado subentendido que Nox atacava o irmão porque estava sofrendo com a situação do vínculo (algo como: pessoas “quebradas” machucam outras pessoas mesmo sem ter a intenção), era necessária uma boa vontade para achar que os irmãos tinham uma boa relação e que aquilo era uma situação atípica motivada pela chegada da Oli.


No geral, eu gosto muito desse livro. Gosto da relação da Oli com o Nox, essa animosidade entre os dois já estava ficando cansativa e repetitiva. Gosto que nesse livro conseguimos saber por que Gryphon e Nox são melhores amigos, já que nos livros anteriores não tinha nada que conseguisse me convencer que esses 2 gostavam um do outro, em determinados momentos parecia que eles nem se suportavam.


A saga com Silas Davies chega ao fim e a série se encaminha para o confronto final que já vinha sendo preparado desde os primeiros livros. Ao longo da série, J. Bree amplia o que sabemos desde o início e torna tudo mais grandioso, quase como se estivesse preparando o caminho para um final épico. A ameaça e a construção do mundo ganham escala. Os sinais da existência dos deuses já estão nos primeiros livros. Quando a verdade é revelada, dá para reler a série e perceber que a autora já tinha deixado pistas desde o início, e não algo tirado do nada. Em Tragic Bonds, isso chega no seu auge e se torna uma armadilha para a autora, pois pode ser a melhor ou a pior coisa que J. Bree fez. Não existe meio termo: as expectativas para Unbroken Bonds eram altíssimas, e, na minha opinião, J. Bree não conseguiu corresponder a todas elas. Na resenha de Unbroken Bonds eu vou falar mais sobre isso, mas já adianto que, mesmo com as pontas soltas, acho que a série vale a pena ser lida. É uma das minhas séries de harém reverso preferidas, mas eu reconheço que não é perfeita e tem alguns defeitos (como tudo na vida).

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