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RESENHA | Broken Ties – J. Bree: Vale a pena ler ?

Broken Ties: A Broken Bonds POV - J Bree


Livro: Broken Ties - J. Bree

Sinopse: Até os laços mais fortes podem ser quebrados.


Após cinco anos de busca, pensávamos que nada se comparava à devastação de ter nosso Vínculo desaparecido.


Estávamos errados.


Depois de um encontro inesperado, ela foi encontrada; viva e furiosa por ter sido arrastada de volta para os homens de quem fugiu. Feita para todos nós, ela deveria ser o centro do nosso mundo, mas trazer nosso Vínculo para casa não foi nada do que imaginávamos. Com uma bravata que desafia a razão e mentiras que nunca convencem, nada na história da nossa Vínculo faz sentido.


A comunidade dos Favorecidos está em crise, a decepção espreita em cada esquina, e está ficando mais difícil a cada minuto não lhes mostrar do que realmente somos capazes.


Com nossos inimigos se aproximando, uma coisa é certa. Não vamos deixá-la escapar de nós outra vez.



Ordem de leitura da série The Bonds That Tie


  1. Broken Bonds*

  2. Savage Bonds*

  3. Blood Bonds*

  4. Forced Bonds*

  5. Tragic Bonds*

  6. Unbroken Bonds

  7. Broken Ties

*Livros que já foram publicados no Brasil



O que esperar dessa série de livros?



  • Harém reverso

  • Romance de queima lenta (slow burn)

  • Mistério e reviravoltas (plot twist)

  • Tropes: companheiros predestinados, companheiros rejeitados, hate to lovers, age gap, family found.

  • Ambiente universitário

  • Pessoas com poderes

  • Série sobrenatural

  • Intrigas políticas

  • Leitura viciante.


RESENHA | Broken Ties - J. Bree


Para quem me acompanha há algum tempo, sabe que a série The Bonds That Tie é uma das minhas preferidas. Em novembro do ano passado, J. Bree lançou o sétimo livro da saga: Broken Ties. O livro conta os eventos de Broken Bonds pelo ponto de vista dos protagonistas masculinos. Descobri o lançamento com apenas uma semana de antecedência e já mergulhei na leitura no dia do lançamento.


Como eu já disse, em novembro eu estava contando os dias para o lançamento. Quando terminei a leitura, eu amei, mas optei por não fazer a resenha de imediato. Deixei a história ser assimilada por um tempo, para que, quando eu escrevesse, pudesse falar sobre o que achei sem a animação exagerada do lançamento.


O sexto livro da série, Unbroken Bonds, foi lançado em 2022 (que foi quando eu fiz a leitura). Por isso, quando três anos depois veio esse lançamento, fiquei muito animada para voltar a esse universo. Dito isso, eu amei o livro, mas ele não é perfeito. Broken Ties tem algumas coisas que não me agradaram tanto.


Embora os eventos de Broken Ties aconteçam ao mesmo tempo que Broken Bonds, eu não aconselho quem ainda não conhece a série a ler os dois juntos ou um logo após o outro. Broken Ties contém muitos spoilers dos seis livros anteriores, então o ideal é seguir a ordem de lançamento.


Para quem espera ver romance entre os personagens, não leia Broken Ties. O livro não tem romance e a Oli mal aparece, já que o foco é o que estava acontecendo nos bastidores. Acredito que esta obra funciona muito bem para os fãs da série e para quem quer aprofundar o conhecimento sobre esse universo. Em boa parte dos seis livros anteriores, J. Bree foca no cotidiano dos personagens, sendo que a guerra contra a Resistência só ganha um destaque maior no sexto livro. Nos outros, a luta até existe, mas não é o foco principal.


Quem não gosta da narrativa voltada para o dia a dia nos primeiros seis livros provavelmente não vai gostar deste. Percebo que muitas pessoas têm a impressão de que pouca coisa acontece no início da série porque a autora dá muito destaque à rotina da Oli. Eu entendo quem pensa assim, já que o foco é justamente esse cotidiano, e se essa característica da escrita da J. Bree te irrita, há grandes chances de você nem terminar a série ou não gostar de Broken Ties.


Por outro lado, eu amo essa narrativa focada no dia a dia e leria facilmente outro livro da autora apenas narrando o cotidiano dos personagens após os eventos do sexto livro.


Neste post aqui eu falo das minhas expectativas para a leitura antes do lançamento: Broken Ties: A Broken Bonds POV | J. Bree anuncia novo livro da série The Bonds That Tie


As expectativas foram cumpridas?


Bastidores do North atuando no Conselho


Sim, tem bastantes cenas do North no Conselho. Aliás, neste livro, a vida dele é focada em duas coisas: ser conselheiro e ser babá do Nox. Eu odiava o North no primeiro livro, até mais do que o Nox, mas nesta leitura fiquei com pena dele. Toda vez que o North tentava apagar os incêndios causados pelo Conselho, a Oli ia lá e fazia algo que dava ainda mais trabalho para ele. O coitado estava a dois passos de um burnout. Em Broken Ties, uma característica que já víamos nos outros volumes fica muito mais clara: ele procura sempre resolver os problemas dos membros do grupo de vínculo e dos seus amigos. O livro mostra o North livrando a cara do Nox, do Gryphon e do Kieran. O próprio Kieran menciona, em uma conversa com o Gabe, que se o North não o tivesse ajudado, ele teria sido demitido do Time Tático.


Relação entre North e Nox


Eu já estava preparada para o ponto de vista do Nox ser triste, mas o que eu não esperava era ver a fundo a relação dele com o North. Nos quatro primeiros livros, vemos o Nox desdenhando do North e o atacando constantemente sem motivo. Fica claro que ele está sofrendo e procura atingir quem quer ajudá-lo. Isso acontece muito em Broken Ties e é difícil ler essas partes. O Nox tem plena consciência de que o North quer ajudá-lo e sabe que isso não é justo, mas faz mesmo assim. O North passa o livro inteiro tentando salvar o irmão, e muitas vezes essa vontade entra em conflito direto com o seu desejo de proteger a Oli.


Cena do corredor


Vi muitas pessoas que não gostaram da cena do corredor e acham que a J. Bree estaria "passando pano" para o Nox, mas eu não concordo e acho que o que aconteceu faz muito sentido. SPOILER ( caso você já tenho lido a série ou não se importa com spoiler, selecione o texto a seguir para ler): Sempre achei que, naquela cena, o Deus dentro do Nox havia assumido o controle do corpo, pois não faria sentido ele tentar completar o vínculo se nos outros livros não consegue nem sequer tocá-la sem vomitar. O Deus já tinha assumido o controle outras vezes, como em Forced Bonds, onde vemos o desespero do Nox quando isso acontece durante a missão com a Oli e o Gryphon.


Gabe


O Gabe foi um dos personagens mais beneficiados por ter um ponto de vista neste livro. Pela perspectiva dele, ele não parece tão irritante ou infantil. O Gabe tem plena ciência das suas ações e reconhece que está errado em vários momentos. Ele aparece muitas vezes tentando se conectar com a Oli enquanto ela dá uma "patada" nele (algo que já tínhamos visto em Broken Bonds); por estar magoado, ele tenta magoá-la de volta apenas para sentir que ela se importa. Esse comportamento de "ferir para ter uma reação" também acontece entre North e Oli, e entre Nox e North. Além disso, a autora esclarece a cena antes do jogo em que o Gabe recebe algo de outro jogador.


Atlas


Os pontos de vista do Atlas são muito interessantes. Vemos mais sobre o funcionamento da Resistência e o papel da sua família. Além disso, finalmente descobrimos o Dom da mãe de Atlas. Durante a leitura dos livros anteriores, eu tinha a impressão de que ela era Tecnocinética, como o Sawyer, mas não: ela é uma Neuro. Achei que pudesse ser um erro de continuidade em relação a Broken Bonds, mas, ao reler os outros volumes, percebi que seu Dom nunca havia sido especificamente citado. Sabe-se apenas que ela usou seu poder para impedir que Oli fosse encontrada e para eliminar favorecidos que se aproximassem dela. O fato de ela ser uma Neuro faz todo o sentido, já que em Broken Ties a vemos compelindo outros favorecidos.


Gryphon


Em Broken Bonds, o Gryphon esteve ausente em boa parte do tempo. Já em Broken Ties, vemos o personagem em ação em missões contra a Resistência e vemoa mais da sua relação com a irmã. Uma dúvida que eu tinha era sobre quem seria o mais velho e, neste livro, descobrimos que a Kyrie é a irmã mais velha.


Outra dúvida que eu sempre tive era se o North desconfiava de algo em Broken Bonds. Aqui, descobrimos que ele sabia que faltavam informações e que todos os Bonds (exceto o Atlas, que já sabia) tinham noção de que ela possuía um dom, só não sabiam qual. É engraçado ver o Gryphon na missão de descobrir o dom da Oli. Por outro lado, foi triste ver como a amizade entre eles ficou abalada no primeiro livro: North e Gryphon se desentendem constantemente, e a amizade entre Nox e Gryphon fica extremamente fragilizada. Este é, inclusive, um dos motivos para o Nox não gostar da Oli: ele sente que ela está roubando o seu melhor amigo. Em Blood Bonds, vemos que ele sentia o mesmo em relação ao irmão.


Em Broken Ties, temos o Kieran contando como conheceu a Sage, além de detalhes sobre a sua história e a amizade com o Gryphon e o Nox.


Como este post já está enorme, vou falar em outra publicação sobre alguns erros de continuidade que aparecem neste livro. Spoiler: uma personagem muda de nome e a cena do carro entre o North e a Oli é muito diferente, sendo que essa parte ficou bem difícil de engolir.


O livro em inglês já está disponível no Kindle Unlimited. No Brasil, a série ainda não tem o sexto livro lançado, e a Editora Cabana Vermelha não se pronunciou até o momento sobre uma possível publicação do sétimo livro.



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